Lucas, MK

A condutibilidade eléctrica do leite como forma de detecção de mamites sub-clínicas

(Trabalho de Fim de Curso – Escola Superior Agrária de Castelo Branco)

 

Resumo

            Para este trabalho foram recolhidas amostras de leite de um efectivo bovino leiteiro Holstein Friesian composto por animais de diferentes lactações pertencente à ESACB. Pretendemos analisar vários tipos de diagnóstico de mamites [Condutibilidade Eléctrica (CE), Teste Californiano de Mamites (TCM), Contagem de Células Somáticas (CCS)] com a finalidade de verificar a eficiência do aparelho portátil de CE na detecção de mamites sub-clínicas. Fez-se, também a análise da composição química do leite para melhor verificação de quais as alterações que ocorrem naquele leite.

            Os parâmetros analisados produziram os seguintes resultados, para amostras do leite de cada teto: correlação positiva entre a CE e o TCM (r=0,274; r<0,01), e entre a CE e a CCS (r=0,118; r<0,05). Para valores elevados de CE do leite encontramos baixo teor em proteína (r =-0,130; r<0,05) e lactose (r=-0,419; r<0,01). Acontece o mesmo entre o TCM e a lactose do leite (r=-0,631; r<0,01). Entre a CE e a gordura do leite obtivemos uma relação positiva (r=0,116; r<0,05). A temperatura máxima diária influencia positivamente a CE (r=0,193; r<0,01).

            Pareceu-nos importante proceder a determinação da regressão linear: Y=118,906+489,566X, sendo que o Y corresponde à CCS e o X ao TCM. Desta forma e para o efectivo em estudo, é possível estimar a CCS a partir dos resultados obtidos no TCM.

            Verificou-se que o número de lactações não provoca um aumento significativo da CE (r>0,05) mas provoca um aumento na CCS.

 

Palavras-chave: vacas leiteiras; condutibilidade eléctrica do leite; mamites sub-clínicas; teste californiano de mamites; contagem de células somáticas.