XVIII G-TEMCAL Lisboa, 28-29 Setembro (2001)
Pode ser consultado na Biblioteca da ESACB
Rodrigues AM1 e Sousa J2
1Escola Superior
Agrária, Qta Sra de Mércules, 6000-909 Castelo Branco, Portugal
2Danone Portugal SA, Zona
Industrial, Apart. 1093, 6001-997 Castelo Branco, Portugal
1-e-mail:
amrodrig@esa.ipcb.pt
2-e-mail:
joao.sousa@danone.com
RESUMO
Comparando
regimes alimentares de vitelos em aleitamento utilizando diferentes alimentos
lácteos como o leite inteiro (LI) (n=10), o colostro fermentado naturalmente
(CF) (n=14) e o leite de substituição (LS) (n=14) durante um período de
aleitamento de 28 dias, verifica-se que: o consumo de MS a partir do alimento
lácteo é menor para os vitelos alimentados com CF (P<0,05); não há
diferenças (P>0,05) em relação à quantidade de MS ingerida a partir dos
alimentos sólidos (concentrado e feno), embora a quantidade de feno seja
superior para os vitelos CF; a quantidade total de MS ingerida pelos vitelos LS
é maior (P<0,05); o GPD é maior (P>0,05) nos vitelos CF; o IC é menor
(P>0,05) nos vitelos CF.
Os
resultados obtidos permitem-nos afirmar que a utilização de CF não afectou o
aumento de peso dos vitelos até aos 28 dias de vida tornando, no entanto, o
processo de aleitamento muito mais económico uma vez que o colostro não tem
valor comercial. Esta técnica motivará o respeito que os produtores devem ter
pela legislação, não enviando para o tanque o colostro e leite colostral obtido
nos primeiros 5 dias após o parto, o que vai afectar a qualidade do leite
(aumento da quantidade de células somáticas) com a consequente redução do seu
preço. Pensamos que este sistema de aleitamento também vai contribuir para a
redução de eventuais erros de maneio associados ao aparecimento de inibidores
no leite devido à aplicação de antibióticos para o período seco, quando o
intervalo de segurança não é respeitado como consequência de um período de
secagem muito curto.